13 Reasons Why é tudo isso mesmo? — Crítica




13 Reasons Why é o mais novo sucesso da Netflix. A série, que estreou no final de Março, foi baseado no livro do Jay Asher de mesmo nome e vem fazendo um sucesso estrondoso, ganhando milhares e milhares de fãs e fazendo grandes feitos, como por exemplo: os pedidos de prevenção ao suicídio cresceram 100% desde o lançamento, e a mesma, se tornou a série mais comentada do ano no Twitter. Tão popular, tão conhecida, tão comentada, mas será que 13 Reasons Why é tudo isso mesmo?


A série conta a história de uma adolescente que se suicida e deixa para trás fitas gravadas por ela, contando o porquê dela ter feito isto. Clay Jensen (Dylan Minette), um garoto deslocado socialmente, que era apaixonado por Hannah Baker (Katherine Langford), recebe as fitas dela, sendo assim um dos motivos do suicídio. 
No livro, Clay escuta todas as fitas em uma única noite, na série, não, o que causa um grande problema. Os criadores não tinham material suficiente para fazer um seriado com 13 episódios de 50 minutos de duração cada um. Eles poderiam fazer um grande resumo e deixar a série com 5 episódios, 6 no máximo, e ficaria bem melhor. Mas não, fizeram os 13 episódios, que em cada, apresenta um porquê. Por conta disto, podemos encontrar aqui várias cenas vazias e o ritmo da série fica torturantemente arrastado. 
Uma coisa bem feita, é a passagem de tempo. Há soluções criativas para a transição entre o presente e o passado. No passado, é possível notar um tom mais amarelado, e no futuro, mais azulado. Só que fizeram com que o Clay se machucasse, uma ferida na testa que não se cura, para deixar óbvio o tempo em que as cenas passam. Quando o Clay etá machucado, é no presente, quando não está, é no passado. É um recurso narrativo preguiçoso e presume a burrice do público. 


A série também aborda temas como: bullying, suicídio (como já tínhamos mencionado), depressão, abuso sexual e outros mais. Esse é um dos principais motivos do gigantesco sucesso de 13 Reasons Why. 
O motivo do suicídio de Hannah é mais trabalhado do que na depressão dela. Há cenas, que podem gerar uma certa intriga; será que ela tem depressão mesmo? Quando a abordagem do suicídio em si começa, ela falha miseravelmente, porque é tratado de forma bem irresponsável. Fora o Clay, Tony (Christian Navarro) e o Alex (Miles Heizer), ninguém na escola se importa de fato, da garota ter se matado. Os adolescente se preocupam mais com a repercussão que as fitas estão causando, e a série também trata disso, as consequências que as fitam causaram entre eles, os porquês.
O que eu achei mais contraditório em tudo isso, é que, quando o Clay escuta alguma fita, ele quer se vingar da pessoa que está nela. Ele faz o que a Hannah diz pra não fazer, é totalmente contraditório.
Fora que, possa ser que algum adolescente possa ver a série e fazer a mesma coisa que a protagonista, só por causa da falta de amigos e do bullying, por exemplo.

13 Reasons Why é narrativamente raso e preguiçoso, superficial no tratamento de seus temas secundários, e inconsequente de seu tema central.
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